RELATO DE VIAGEM #00 – Contagem regressiva para a felicidade
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RELATO DE VIAGEM #00 – Contagem regressiva para a felicidade

Pela primeira vez acho que seria mais fácil pra mim descrever como foram as últimas 192h em imagens do que com palavras. Consigo fazer na minha mente um trailer perfeito. Vejo um close no despertador, 2 segundos para avisar que já é quinta-feira, 22 de dezembro de 2016, muda para fora da minha janela, vejo o silêncio que ainda toma conta da rua (mesmo sendo no centro) e a luz fraca do amanhecer que dá aquele tom lilás no vídeo. Volta pro quarto, close na coberta, foco na textura até encontrar minha mão que me impulsiona a levantar. Automaticamente vou fazendo o que é comum de todos os dias. Até aqui não tem trilha sonora, é só o som do meu cotidiano às 6:00 da manhã. Dá para ouvir tudo como um ouvido apurado ou aqueles efeitos de hiper realidade do cinema. O barulho do chinelo se rastejando até o banheiro, o ruir da porta, o bater da privada, o escorrer da água, minha respiração depois de lavar o rosto por alguns segundos e… para tudo quando me olho no espelho. Nessa hora já imagino uma música crescente, seguida de uma sequência frenética de takes de tudo que aconteceria nos próximos 8 dias antes de uma viagem que promete mudar minha vida ou, na menor das possibilidades, mexer completamente com aquela rotina. Volta pro espelho. Esse trailer foi o barulho da ficha caindo. Eu vou mesmo viajar por um ano, praticamente com três “sem”: sem grandes planejamentos, sem roteiro fechado e sem orçamento folgado. Volta de novo. A torneira está aberta. Droga! De novo não deu tempo de a ficha bater na máquina. Só chacoalho levemente a cabeça e pisco os olhos para voltar a minha realidade. Ainda não tenho noção do que estou preste a fazer. Nessa hora começa uma musiquinha água com açúcar, daquelas bem chicletes, o título do filme aparece (versão Hebert Richers) e eu saio de casa pra viver uma quinta-feira normal enquanto o nome dos atores vão aparecendo na diagramação da tela. Posso até ser o protagonista dessa história, mas até viajar ainda precisava contracenar com alguns colegas de cena ou melhor, com os chefes, com os amigos e até com a família. Sim, praticamente ninguém sabia ainda que eu ia partir. O filme começou.

2016 foi um ano bom, poderia ter sido sensacional se não fosse as limitações que me impus para conseguir chegar ao objetivo maior, a viagem de volta ao mundo. Sempre quis fazer isso (é, todo mundo sempre quis fazer isso. Ok. Mas eu sempre quis fazer isso de verdade, no sentido de vai acontecer uma hora, eu sentia que o negócio era real não só um sonho distante), mas nunca levei a sério esse feeling a ponto de começar a juntar uma grana, por as coisas na ponta do lápis, pesquisar, ler sobre, etc. Só deixava rolar. Há alguns anos atrás eu até comecei juntar dinheiro, mas depois de certos imprevistos essa poupança foi pro pau. Até que me deu um estalo em 2016, não sei explicar quando, nem como foi, tampouco vou saber roteirizar aqui o trailer do momento (não se preocupe, uma vez já foi suficiente pra contextualizar desse jeito). Talvez tenha sido no ano novo, talvez foi um acumulo de pequenos pensamentos que já me rodeavam nos últimos tempos, talvez… quiça… porventura… decerto… não importa, sei que cheguei ao limite, eu não conseguia enxergar mais outra possibilidade pra minha vida. Foi um negócio, um sentimento que passou a ser físico, literalmente me sufocava.

Eu não tenho consciência que não é uma decisão fácil. Eu ouço as pessoas me dizendo que fui corajoso, comentando que é muita loucura, é inspirador, e etc. Mas foi tão, tão orgânico pra mim (como vou explicar isso, meu Deus!) que esse tipo de retorno me deixa surpreso e reflexivo, digo no bom sentido, me faz chacoalhar a cabeça (sabe? daquele jeito lá da abertura) e pensar, cara isso não é normal, vai com calma! Aí depois de 3 segundos eu já esqueci que não é normal e volto a viver nesse mundo que parece que nasci inserido.

Cair no mundo, largar tudo, viajar pra sempre, essas coisas sobrenaturais para boa parte das pessoas é meio polêmica (tomara que eu esteja errado e seja super de boa pra maioria). Talvez seja o título né. A “chamada” que é forte demais (“LARGUEI TUDO E CAIR NO MUNDO. tchanan! ps.: esquilo surpreso). Mas é só um jeito de sintetizar em poucas palavras o que aconteceu. Já li alguns artigos e assisti vídeos de pessoas rebatendo que esse negócio de largar tudo e viajar é furada, não é bem assim, as coisas são fantasiadas e etc. Na verdade não tenho opinião formada sobre nenhum dos lados. Nem dos que imaginam o largar tudo como um comercial do Canal Off, nem dos que descobrem que largar tudo pra eles foi apenas trabalhar de garçom na França e postar foto na Torre Eiffel no final do dia, só para se sentir melhor. Po, nessas conversas eu fico tipo Tonho da Lua ouvindo um discurso de Pedro Bial. O que eu posso fazer, bicho, se você não conseguiu receber e aproveitar a experiência do jeito que a vida te deu. Cada qual é cada um, por isso nessas horas opto pela risadinha e pergunto timidamente onde é o banheiro.

Tudo isso pra dizer que foi natural essa escolha, não pensei muito no que poderia acontecer ou no “se tudo der errado”, muito menos no “voltar”. Eu só vou e lá a gente vê o que que vai dar. Sem expectativas, apenas o maravilhoso e real: seguindo o curso da vida.

Beleza. Chegamos na conclusão de “vou”, mesmo sem saber de onde parti. Mas antes tinha um 2016 pra resolver.

O ano começa em janeiro e em janeiro mesmo já dei o ponta pé no planejamento da viagem. Já que não dava pra começar ganhando mais dinheiro, vamos iniciar então pelas conversas. No dia que acordei com a certeza que iria colocar o pé na estrada em 2017 eu também sabia que não podia sair contando pra todo mundo isso, porque era uma ideia muito arriscada e por mais que eu sentisse forte em mim que chegou a hora de realizar, muita coisa poderia mudar em 1 ano e não queria me frustar, nem criar olho gordo expectativas nos outros. Mas uma pessoa eu queria que compartilhasse desse sonho comigo. Talvez há alguns anos atrás eu levaria isso sozinho, como muita coisa que já fiz, mas desde que comecei a namorar com ela eu aprendi a compartilhar mais, a confiar mais. Então, aproveitei que estava na casa da minha namorada e decidi abrir o jogo.

Não quis ter tempo para pensar na reação dela ou se a gente ia acabar ali. Já que era pra mudar, que seja de dentro pra fora então, começando por hábitos fortes que eu carregava comigo, defesas que eu construí ao longo da minha vida e que precisava quebrar pra conseguir evoluir. Naquele mesmo dia que a inquietação voltou eu marquei pra contar. Fiz mil coisas até a hora do nosso jantar pra não dar espaço da minha mente formatar discurso, justificativas, argumentos. Eu queria que esse momento fosse o mais sincero possível. Quando digo que não pensei na reação dela foi neste sentido. Não pensei em possibilidades do tipo, ter que escolher entre nosso relacionamento ou a viagem, mas aconteceu que (nossa eu tô falando demais aqui hiem, vou ali tomar uma água pra ver se amança os pensamentos…).

Enfim… Conversamos. Foi ótimo. Tanto que estou aqui escrevendo esse diário do outro lado do mundo agora, seguindo o que eu acho que é certo pra mim.

Primeira etapa concluída. Tirei um peso dos ombros que eu nem sabia que tinha. Nossa como eu estava leve para correr atrás de tudo que me levaria até o avião para… Ainda não sei.

Depois as outras únicas pessoas que falei sobre os planos de 2017 foram meus pais e meus irmãos. Confesso que vive um déjà vu na mesa da sala. Sensação de já ter visto aquela cena antes, talvez em 2007? Quando anunciei que queria ir para África? Mesmas caras, mesma reação maravilhosa. Apoio total (daquele jeito… vamos ver se é o que você quer mesmo observando o tanto que vai correr atrás disso. A-ha! Acharam que eu nunca tinha sacado isso né?! 

Que privilégio que eu tenho. Amo pessoas que me amam como eu sou e me dão liberdade para fazer escolhas que me farão feliz. Feliz suficientemente para deixá-las felizes de volta. Sim. Minha namorada super aprovou também. Disse que estaria comigo, que sabia que esse dia podia chegar e, por isso, estava preparada para me ajudar a realizar meu sonho (acharam mesmo que eu iria deixar vocês no vácuo nessa, né?). Pensa no cabra que eu virei nessa hora… Não virei, né Brasil?! Derreti apenas. Mas logo em seguida me recompus pra comer tudo o que eu já tinha pedido, afinal o restaurante não foi barato e não podia me dar ao luxo de sair de lá escorrendo só manteiga.

Tudo lindo, tudo belo, mas os créditos iniciais acabaram. Hora de viver as próximas cenas do filminho da minha vida. Ou melhor, os próximos 7 dias. Avisei essa galera linda ai de cima no começo do ano, depois passei 12 meses correndo atrás para juntar o mínimo de grana (barra) máximo possível, trabalhando feito doido em dois lugares ao mesmo tempo (alô Roxele! Não é só seu marido que tem dois emprego não fia), fazendo freelas por fora e recusando todo tipo de convite de amigos para sair (agora vocês entendem, meus caros). Chegou a hora de fechar todos os outros ciclos para abrir um novo. E sim, deixei pra fazer isso na semana de partir.

Primeiro ciclo. Acaba a musiquinha chiclete. Vai começar as falas. Estaciono o carro na porta da agência. Minha chefe está saindo para uma reunião com um cliente importante. A gente se cruza na porta e fala ao mesmo tempo “preciso conversar com você”. Vixi! Fica aquele clima de curiosidade, vontade de cancelar todas as reuniões e resolver isso logo. Po, mas se ficou o clima, o que que é que ela queria falar comigo? (acabei de usar todos os “que” que eu tinha direito. Pera. Impossível, acabei de usar mais um). Voltou da reunião. Me chama na sala. Quem fala primeiro? Eu começo, ela completa. Vamos renovar o contrato. Cancela o contrato. Por que? Estou indo viajar o mundo? What?! 3 segundos de silêncio (vontade de rir, mas o negócio é sério). Entendi direito? A cara dela dizia que alguma parte não ficou clara ou alguém ali dentro estava muito louco. Quando? Daqui 8 dias. UÓ-TÍ?! (em caixa alta mesmo). Ouvi muitas coisas depois desses segundos de ação e reação, mas uma delas jamais vou esquecer. Foi quando ela olhou nos meus olhos e disse (nossa arrepiei de novo): “quer saber, eu não me espanto não, sempre soube que você é maior que isso aqui”. Ela não quis me enaltecer não. Nem inflar meu ego com essa afirmação. Eu entendi. Ela me entendeu. Automaticamente a transportei para uma caixinha onde guardo pessoas especiais. Obrigado. Já queria me despedir da galera da agência para não precisar voltar mais (ps.: faltando uma semana, avisar meus chefes era o menor dos meus problemas. Nem a mochila eu tinha arrumado ainda). Ela não deixou. Disse que não estava preparada praquilo tão rápido assim (ela sendo ela). Pediu para eu voltar na próxima semana e ai eu avisaria todo mundo. Última ordem acatada e posteriormente realizada com sucesso aaand café da manhã delícia e caprichado.

Último café da manhã na Agência

Segundo ciclo. Quando eu disse que a vontade de viajar era tão grande que o sentimento se tornou físico, essa pressão refletiu bem mais no trabalho do SEBRAE. Foi um ano difícil para economia brasileira em geral e isso, óbvio, impactou diretamente meu salário nas metas da instituição (bendito ano que decidi juntar dinheiro). Meta só é bonita realizada, porque o caminho até chegar no alvo é beeeem árduo. Uma das coisas que eu tinha mais prazer em fazer se tornou muito pesado nesse ano, tanto no sentido das responsabilidades, quanto do sistema em si e ainda aquela coisa de “estou aqui, mas minha cabeça já está lá na frente”, ao mesmo que eu precisava da cabeça ali para que meu corpo chegasse lá na frente. Ramo que ramo, WillyBoy! Contagem regressiva. Acabou. Ufa! Que loucura. Juro que quando atendi a última empresa me deu muita vontade de chorar. Eu abracei o empresário tão forte e me despedi tão comovido que tenho certeza que ele achou que dei em cima dele. Foi outra sensação que não saberia explicar. Muito leve. Eu entendi o que é pisar em ovos, andar nas nuvens. Eu lembro voltando pra casa muito muito leve, eu conseguia me ver finalmente dentro do avião indo embora daqui 7 dias! (antes não tinha tempo nem pra imaginar a cena).

Tá acabando Willy. Você vai alcançar, cara! Consegue ouvir? Ouvir o que? Ouvir na-da! Não tem mais nada. Não tem mais nada que te prenda!

Terceiro ciclo. Segundo ciclo e meio. Semi circulo. Em 2016 além de continuar girando nos ciclos que eu já tinha construído, dentro desses acabaram surgindo novas oportunidades. Provavelmente em 2017 eu só iria fazer a curva e continuar caminhando por ali mesmo. Fiz alguns trabalhos para um escritório de consultoria de pessoas que admiro muito, inclusive o respeito por uma delas (além do dinheiro que eu precisava juntar) foi o motivo de eu não ter chutado o balde no ciclo anterior. Estou falando da minha segunda chefe. Sábado. Faltam 6 dias para a viagem. Acordei naquele mesmo trailer do começo dessa história (todos os dias até a viagem foram nesse looping). Já tinha marcado uma reunião na Consultoria para logo cedo. Hora de enfrentar aquela adrenalina de novo e avisar que não vai rolar, nem a curva, nem a reta, na verdade vou deixar essa estrada pra trás. Chego. Cumprimento o futuro ex quase chefe. Conto tudo. Sério? Apoio. Só gente massa no meu caminho. Obrigado Deus. Saio e deixo a porta aberta (com o perdão do trocadilho). A adrenalina não esfriou no peito, ainda fervia, pelo menos até a festa de encerramento com a gestora, consultora e colegas de projeto do SEBRAE. Chego atrasado. Já contaram. Não vou continuar. Enquanto relato aos ouvidos curiosos quando surgiu a vontade de fazer tudo isso e como será o possível roteiro da viagem, eu percebo dois olhares de admiração. Dois valiosos olhares de aprovação e incentivo. Teve palavras de motivação? Teve! Mas nem precisava. Aquele milésimo de segundo entre eu não ouvir mais nada, nem mesmo o que estava falando para a mesa, e o cruzar com os olhos das minhas chefes foram suficientes para encerrar definitivamente qualquer coisa, resquício ou remorso que pudesse vir me acusar depois por ter “largado tudo” pra trás. A velocidade volta ao normal. Muita risada e a primeira despedida de verdade.

Depois dali, nos próximos dias ainda tive gratas surpresas que me ajudariam muito na viagem. Descobri que poderia ser um nômade digital, isto é, continuar trabalhando para alguns clientes com quem já vinha desenvolvendo uma parceria legal e que a distância não impediria de continuar esse serviço. Não estava no planejamento, mas a vida já tinha traçado essa por mim. Muito melhor se surpreender com a oportunidade do que se decepcionar com a expectativa.

Só faltam 3 dias e 1 milhão de amigos para avisar. Socorro! Agora que eu tenho tempo (oi? Tempo? 3 dias?) que comecei a lembrar, a conseguir pensar, a perceber várias coisas que eu ainda não tinha feito. Tipo avisar o resto da humanidade que amanhã não vou estar mais de corpo presente e arrumar minha mala (este, por sinal, um detalhe bobo).

Faltam 2 dias. De vez em quando subo no alto da minha cidade pra assistir o pôr do sol e aproveitar para colocar as ideias no lugar. Fui. Mais uma vez aquela cena e cores me inspiraram. Liguei a câmera do celular e gravei um vídeo. Opa! Primeira vez que tem sinal aqui. Postei o vídeo no Facebook. Foi assim. Todo mundo agora sabe. Não tem volta.

É amanhã! Antes, mais despedidas. Festa linda com meus amigos de verdade. Pude abraçar os poucos muitos que estavam ali. Por um lado representavam os outros que não puderam ir e por outro, separavam-se dos que não mereciam o título (continuo me quebrando para evoluir). Acabou a festa. Foi todo mundo embora. Agora não tenho mais desculpas, hora de acabar com as frases curtas e pontos, pular esse parágrafo e finalmente arrumar a mochila!

 

30 de dezembro de 2016. Chegou o dia de partir, de começar a brincadeira. A tal jornada a procura do não sei o que. O ano sabático. A viagem da minha vida. A aventura. A volta ao mundo… Pode ser qualquer um desses títulos, não tem problema, até porque eu nem sei o que esperar ainda. Só sei que estou sentido aquele negócio de novo, mas não é mais uma dor, é felicidade. Eu consigo sentir ela chegando sabe, como alguém que espera ansioso no portão de desembarque a pessoa que ama muito aparecer. As últimas horas estão voando. Recebo o abraço da minha família. Vejo eles ficando pequenos da janela do ônibus. Durmo.

31 de dezembro de 2016. Acordo em Salvador. Mal chego e já vou para o aeroporto, ainda não é minha vez, mas deixo a pessoa que mais me apoiou ir embora. Minha namorada volta pra casa e me deixa na sensação de que agora sou eu por mim mesmo. Última moqueca, última cochilo em uma cama familiar, último abraço foi da tia. Falta poucas horas para o ano mudar, é o esperado 2017 diferente que eu planejei e lutei tanto pra conseguir alcançar. Trânsito. Todo mundo indo pular sete ondas. Eu só quero chegar no aeroporto. O voo para felicidade vai partir às 23:55hs (não existe data e hora mais simbólica). Embarquei. O mundo está em contagem regressiva junto comigo. Ao mesmo tempo eu estou só. Primeira parada Lisboa, Portugal. Destino final Munique, Alemanha. É o meu momento chegando…

5, 4… Olha a ficha descendo, olha a ficha descendo!

3… Finalmente vou ouvir o barulho dela batendo na máquina!

2… …

1! Cadê? Não escuto nada, o que que aconteceu?

 

6 6 606 12 abril, 2017 Ano Sabático abril 12, 2017

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Willy Barros



Sim sou eu, o filho desnaturado que foi morar na África aos 17 anos e desde então não consegue mais parar de viajar. Agora, depois de graduar e guardar uma grana, caí na estrada e estou vivendo o sonho da volta ao mundo.

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