5 ATITUDES PARA QUEM QUER DAR A VOLTA AO MUNDO COMEÇAR A PRATICAR
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5 ATITUDES PARA QUEM QUER DAR A VOLTA AO MUNDO COMEÇAR A PRATICAR

A viagem de volta ao mundo é um sonho de 11 em cada 10 pessoas, mas boa parte desses sonhadores acordam cedo de mais e desistem de realizar por achar que é impossível ou muito distante da sua realidade, quando na verdade com um mínimo de planejamento, um negócio chamado força de vontade, um tico de coragem ali, um bocado de esforço de cá, você já consegue enxergar o então sonho como uma possibilidade bem mais concreta.

Quando me bateu a vontade forte de viajar por um ano, veio logo as grandes interrogações: Por onde é que eu começo a me organizar para uma viagem longa? Qual a primeira coisa que eu tenho que saber para dar a volta ao mundo? Quanto de dinheiro eu preciso para viajar por um ano?

Se você não nasceu milionário ou alguma coisa perto disso, recomendo tomar 5 atitudes simples que te ajudaram a focar no planejamento para uma viagem de volta ao mundo. Você vai ver que não é nada mirabolante, nada que vai virar sua rotina de cabeça pra baixo ou fazer você desistir na próxima segunda-feira.

Foram estes os 5 pequenos passos que me nortearam por onde começar a programar a viagem da minha vida:

1 Parar de gastar com qualquer coisa

Foto: Terry Crews

A partir do momento que decidi viajar por um ano eu sabia que teria de me esforçar bastante para juntar o dinheiro necessário num tempo relativamente curto. E foi cortando os “pequenos” gastos extras que me ajudaram a juntar um montante no final.

A primeira coisa que eu fiz foi cortar tudo e, caso fosse muito necessário determinado gasto, eu procurava uma alternativa mais barata para substituí-lo. Resumindo: Esquece ida a restaurantes, barzinhos, padocas do seu Zé e as saídas com os amigos. Esquece a liquidação imperdível da loja X, uma calça jeans nova, o tênis do momento. Corta tudo. Corta a viagem de final de ano, feriados, recesso de São João. Até mesmo o “vou ali só passar o final de semana e já volto” (alguém vai te bancar 100%? Então esquece! haha).

Pesado? Pesado, mas é o mínimo de esforço que terá de fazer para realizar seu sonho. Talvez você pense: Ah, mas é tão pouco. Só saio nos finais de semana ou no máximo 3 vezes no mês. Gasto quase nada. É só uma cerveja por dia depois do trabalho. Po, 2 coxinhas na faculdade é essencial… E por ai vai. Mas se somar tudo isso em um ano, pode dar o valor total das diárias dos hostels na Ásia ou o quanto gastaria com transporte na Europa, por exemplo.

Use o que tem no guarda-roupa, se reinvente. Leva seu lanche pra faculdade ou trabalho, é mais saudável e mais barato. Quer muito sair com os amigos, come em casa antes e vai abastecido para não correr o risco de gastar. No final você vai conseguir atingir sua meta financeira e todo mundo vai entender que foi pela melhor causa.

2 Baixar aplicativos úteis que te ajude a saber valores

Foto: Willy Barros

A maior interrogação que pode surgir na sua cabeça quando começar a colocar na ponta do lápis os gastos da viagem de volta ao mundo é: quais serão meus gastos mesmo? (haha)

Recomendo começar a planificar essa parte financeira por dois grandes itens que já vão te dar um boa noção de custos. São eles: hospedagem e transporte.

Eu decidi começar a viagem pela Europa justamente para facilitar essa busca de preços. Baixei dois aplicativos que me deram valores e daí eu comecei a ter uma noção de quanto precisaria no total.

Para hospedagem a opção mais barata é Hostel (calma, existe sim outras formas alternativas e até de graça para viajar, mas no planejamento é bom você colocar essas tais como bônus, ai se não rolar você não fica pelado com a mão no bolso). Eu uso o aplicativo do HostelWorld para pesquisar os locais mais baratos para me hospedar, mas existem outros como o Booking.com e etc. Escolhi o HostelWorld por achar ele mais fácil de usar, com um layout mais simples e funcional, que me permite filtrar por preço, avaliações e serviços.

Já para pesquisar transporte na Europa eu usei o aplicativo BudBus, que já faz a busca em todas as companhias de ônibus disponíveis e lista da mais barata para a mais cara, com horários e conexões, se necessário. Por que ônibus? Porque é o jeito mais barato de viajar por lá. Se quiser pesquisar outras formas também pode, como, por exemplo, o aplicativo Rail Planner para quem quer viajar de trem e o Skyscanner para consultar os preços de passagens aéreas.

Não vou entrar aqui em muitos detalhes sobre aplicativos de viagem, porque posso fazer um post só sobre os que eu uso, falando das vantagens de cada um no planejamento e decorrer da trip. O importante nesta etapa é você ter nas mãos estes dois grandes totais (aproximados pelo menos) para sua viagem começar a tomar forma.

3 Encher um cofrinho

Print do Snap willylbarros

Podia jogar esse lá pra cima né? Mas a ordem dos fatores não altera o resultado. Essa atitude 3 aqui é o famoso BBB: Bobo, mas Básico e muito Bom! Se as pessoas soubessem o poder de um porquinho, criava um chiqueiro de cofrinhos dentro de casa e alimentava só com moedas de 0,50 centavos e 1 real.

A mesma premissa dos gastos extras se aplica aqui, as pequenas quantidades formam um grande montante no final e isso já elimina um total de determinado gasto específico como alimentação ou tickets de passeios, por exemplo. O ideal, que funcionou pra mim, foi juntar apenas moedas de 0,50 e 1 real, porque as outras dão bastante volume, mas na somatória não vai dar um resultado bacana. Apareceu uma moeda de 0,50 ou 1 real na sua frente não pense duas vezes jogue ela no cofrinho. Recebeu troco, achou no bolso, encontrou no chão… cofrinho nelas. Se por acaso acabou acumulando muitas moedas de valores menores, não tem problema, troca tudo e joga a cédula no cofrinho também. Cédula pode, Willy? Deve! Cédula é bom porque serve qualquer valor (2 já é maior que 1).

O que pode ser legal para engordar ainda mais seu cofrinho é estipular um valor fixo diário, semanal ou mensal, que, além das moedas que vão sobrando, você deposite sempre. Nada demais, algo como 10 reais, 5 reais, valores que você gastaria com um refrigerante, um pastel, algo assim. Aí você joga lá. Deste jeito você já toma 2 atitudes básicas ao mesmo tempo rumo ao sonho de viajar o mundo.

Ah! Outra coisa… Não esconda seu cofrinho na caverna, coloque ele em um lugar visível, conte seu objetivo pra geral (se não quiser espalhar pra todo mundo seu plano audacioso de dar a volta ao mundo, diga que é para viajar) e peça pra galera de casa e visitantes contribuírem também.

4 Fazer coisas para aumentar sua renda mensal

Foto: site SOS Trabalho & Renda

Uma vez tendo uma base de valor (claro que ainda superficial, mas estamos falando de primeiros passos) é hora de pensar em como juntar esse dinheiro. Se você já tem um emprego é meio caminho andado, talvez só seu salário mensal já dê para por o pé na estrada depois de poucos meses economizando. Mas se esse não for o caso, vamos procurar formas novas e extras de engordar a conta durante o mês. O que você sabe fazer e pode virar dinheiro? Brigadeiro? Geladinho? Salada de frutas? Massa! Mas analise bem se o lucro, o retorno sobre esses produtos vai te aproximar da viagem ou só te dar dor de cabeça e perda de tempo na corrida do sonho de viajar o mundo.

Além dessas alternativas básicas tente arrumar trabalhos temporários que ganhe melhor e sem tanto custo adicional, atividades que encaixem na sua rotina e não vão te atrapalhar nas outras tarefas que já desempenha. Por exemplo: Você toca violão, piano ou qualquer outro instrumento? Sabe falar inglês ou outro idioma? É bom em matemática, história ou português? Comece a dar aulas noturnas ou nos finais de semana para conseguir um extra. Sempre fez as unhas das sua irmã, das amigas, das vizinhas de graça? Começa cobrar. Manja de design, redes sociais ou até mesmo outra área específica que pode fazer projetos ou dar consultoria, consiga clientes. E por ai vai… Existem mil coisas, boa parte delas só você sabe, que podem ser feitas para dar uma enxertada na poupança (inclusive a própria poupança, títulos de capitalização e investimento na bolsa de valores são boas ideias).

5 Comprar uma passagem na promoção

Foto: Willy Barros

A última pequena grande atitude inicial é ficar de olho em promoções de passagens aéreas. Uma outra dúvida que pode te rondar é por onde começar a viagem, qual o primeiro destino. Meu roteiro, por exemplo, começou meio que pelo acaso. Fui para Munique, na Alemanha, não porque escolhi desde o inicio essa cidade, mas por conta de um passagem mais barata que achei para este destino. Se você já tem um objetivo, um desejo fechado, beleza, procure passagem ou espere uma promoção para o tal lugar. Caso seus planos estejam em aberto, este pode ser um jeito moderno daquele velho rodar o globo e por o dedo pra parar.

Outra coisa que vale lembrar nesse tópico é que comprar a passagem te ajuda a ter coragem. Viajar o mundo por um longo período de tempo não é uma decisão fácil e podem surgir mil e uma interrogações entre a decisão e o dia de embarcar. Se você se planejou, conseguiu juntar o dinheiro necessário ou pelo menos para começar a jornada (dependendo do tipo de viagem que vai fazer), se está sentindo que esse é o certo pra você, mas por um motivo ou outro tem medo da insegurança te fazer desistir, então compre a passagem logo que não tem mais volta! Só se a dúvida for muito grande mesmo pra te fazer perder o valor de uma passagem aérea. No caso de ter comprado em uma promoção, ainda é melhor, porque, na maioria das vezes, remarcar é muito mais caro do que desistir. Então compre uma passagem na promoção, se garanta (em todos os sentidos) e comece a traçar seu roteiro a partir dali.

Pronto. Depois de tomar essas pequenas atitudes, o sonho da viagem de volta ao mundo ficou mais perto. Ainda existe uma longa caminhada pela frente, mas tudo começa com os primeiros passos.

7 4 883 13 abril, 2017 Roteiros Alternativos abril 13, 2017

4 comments

  1. Camila

    nossa legal seu blog! E os valores, quanto vc tem gastado? Queria ter uma ideia de quanto tenho que economizar. Valeu obrigada

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    1. Post author
      willybarros

      Victor, um intermediário vai sim.
      Não vejo o idioma como um problema, quando se quer comunicar, não tem barreira que impeça e tudo acaba virando experiencia.
      Fora que naturalmente sua fluência vai melhorando por conta do aprendizado na estrada mesmo.
      😉

      Reply

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Willy Barros



Sim sou eu, o filho desnaturado que foi morar na África aos 17 anos e desde então não consegue mais parar de viajar. Agora, depois de graduar e guardar uma grana, caí na estrada e estou vivendo o sonho da volta ao mundo.

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