O filho

Meu nome é Willy, nascido e criado em Vitória da Conquista, interior da Bahia, terra do biscoito avoador e do frio (sim, existe essa possibilidade na Bahia haha). Sou formado em Administração de empresas e Publicidade & Propaganda. Sempre que me perguntavam qual das duas eu prefiro, respondia Publicidade, mas depois de um tempo e certa experiência nas duas, confesso que não sei mais, apesar de pender pro lado do marketing na Administração (OK. Prefiro Publicidade).

Não tive sorte nas profissões que escolhi. Mas pera, antes que os administradores e publicitários se manifestem sobre as oportunidades de emprego e piso salarial, vou explicar… É só porque eu não acredito em sorte mesmo (haha). Uma frase do filosofo Sartre (oia! tô achando que esse é meu momento de ganhar respeito nesse negócio. Concentra Willy…) diz que “somos condenados a ser livres”. Taí uma boa forma de enxergar as coisas. Demorei para entender essa fala maravilhosa, mas quando a ficha caiu compreendi que a liberdade nada mais é do que transformar algo que parecia uma fatalidade em uma nova realidade. Entendeu? Condenação e liberdade não poderiam ser migas, mas aí esse gênio amarrou as duas juntas no pé da mesa e disse, olha… Para sermos livres temos de fazer escolhas e escolher é uma condenação. Vixi! Condenação é uma palavra muito forte, né não?! Aqui entra uma outra fala que ouvi certa vez para dar um novo mesmo sentido: “nós estamos condenados a ser felizes”. Receba! Eu não tive sorte nas profissões que escolhi, eu tive liberdade e isso me fez feliz.

O caminho que percorri poderia ser uma fatalidade, mas foi uma escolha e tais ações me transformaram na pessoa que sou hoje (ficou curioso, leia A história do blog). Pronto. Cheguei a onde queria (ou voltei de onde saí). Não são as profissões que conquistei, não é meu curriculum lattes, nem mesmo o que visto é o que me define, mas são as experiências que eu vivo. Isso que eu queria dizer neste espaço, não é ser inconsequente, é ser honesto consigo mesmo e, por isso, a opção que me pareceu mais óbvia a ser escolhida nesse ano de 2017 foi viajar, porque tudo caminhou para esse fim. Que na verdade, é só o começo. Um novo começo de tantos outros que ainda viram (amém!).

Eu amo viajar. Fui criado em uma família que viaja muito. De carro mesmo, em finais de semana, pelo interior. Na infância a maioria delas foi sem objetivo de turismo, mas o estar na estrada já foi me formando. Gosto muito de fotografia também, não me considero um fotografo porque tenho muita preguiça de fotometrar (desculpa amigos profissionais haha). Sou adepto do instantâneo, celular, gopro, tirei do bolso, cliquei, postei. Apesar de reconhecer (e usar muito) a infinita superioridade de uma DSLR (acho que aqui recupero a amizade da galera).

Minha primeira viagem internacional foi para a África, “sozinho” e ainda com 17 anos. Depois que perdi o cabaço desandou. Voltei e não conseguia ficar parado no interior, do interior, do interior (amo Conquista!). Olhei para América do Sul e decidi que queria conhecer a Bolívia, Peru e etc. Depois de viver em Botswana e ver coisas lindas, não acreditava mais que um país se limita apenas ao que dizem dele, precisava ver com meus olhos (baixou o espírito de Tomé agora). Companhia? Alô, alguém? Bolívia… Jamais! Ok. Coloquei a mochila nas costas e fui by myself. Daí começou o negócio de viajar sozinho de verdade. Vi que era possível, sobrevivi e passei a fazer mais e mais vezes. Até o dia que assisti o filme 127 horas (e depois li o livro) e na sequência assisti o filme Na natureza selvagem (e depois li o livro). Beleza, acho que é um sinal. Vamos ali aprender viajar together. Massa! Alguns mesmos destinos, outros novos, todas vivências fantásticas e muita história pra contar (dê um rolê no blog que vai descobrir algumas delas).

Se me perguntar qual meu destino favorito até hoje. Eu mudo de assunto.

Se me perguntar o que gosto na viagem. Eu respondo, comer, ver as cores do lugar, observar as pessoas, me camuflar no meio da gente local, fazer algo que me marque muito (tenho medo de o que é intenso demais se tornar efêmero. Gente, estou me surpreendendo com meu vocabulário. Beijo mãe.)

E se sua curiosidade for qual o destino que eu ainda não conheço que gostaria muito de viajar, a resposta será o maior dos clichês: todos!

Olha, eu pareço ser um ser evoluído citando Sartre e falando palavras do tipo “efêmero”, mas faço testes do Facebook (e não compartilho, pra manter a dignidade), já achei bonito as obras de Romero Britto (até ver alguém cansando uma ipanema plotada com os desenhos), até hoje não sei quando e como usar “da, dá ou dar”, canto a música “amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito” pra lembrar qual é a esquerda e qual a direita (esquerdo = coração),  gostava de assistir Casos de Família (haha), leio sites sobre televisão quando estou entediado, não gosto de gato, uma vez comentei #sdv (sigo de volta) no perfil de um famoso só pra vê se funcionava mesmo esse negócio (não funcionou) e por ai vai… Tá bom né, já me queimei demais.

Enfim… Prazer! 🙂